¹
Já ouvi muito homem reclamar que mulher não gosta de homem bonzinho, romântico, educado e que elas gostam mesmo é dos cafajestes. Olha, eu sei que o ‘mercado’ oferece todo tipo de homem, mas fazer o que se os cafajestes são os melhores? E outra: quem foi que disse que cafajeste não sabe ser romântico e educado, hein?
Essa é uma característica desse tipinho de homem. Eles, além de representarem pras mulheres a possibilidade de desafio e aventura, despertam uma emoção a mais em nós. Os cafajestes são mais corajosos, usam as palavras certas, não fazem o tipo “romântico babão” que muito homem faz e sabem como conquistar.
Eles são atrevidos, tem uma coragem e uma cara de pau absurda, fazem as coisas diferentes, sabem o que dizer, sabem como prender a atenção, e não usam frases feitas porque sabem que toda mulher já ouviu. Eles nos surpreendem, nos fascinam, nos provocam. São um charme, e convenhamos: nem sempre são fisicamente melhores do que outros, mas sem dúvida nenhuma, despertam um interesse maior em nós.
Os bonzinhos são só bonzinhos. Os cafas são bonzinhos AND cafas. Esse tipo sabe bem como segurar uma mulher. Eles olham pra você e não negam que te desafiam. São lindos (são? Nem sempre...), sedutores, corajosos e machões. Acredito que todo cara deveria ser assim, uma mistura das duas coisas.. Um bonzinho meio cafajeste. Um babaca meio atrevido. Um medroso meio corajoso.
Que ele desperte a vontade de ficar ali, junto, mas que desperte também a vontade de sentar na moto e sair sem rumo. Que ele te beije com delicadeza, mas que também tire seu fôlego. Que ele tenha atitudes previsíveis, mas que também seja ousado. Que ele seja um cafajeste, mas que seja só seu.
______________
¹O post foi escrito faz muito tempo e já foi até publicado aqui no Blog, logo no início. Seguiu, então, com algumas (poucas!) modificações - o que não mudou em nada no tema em questão. Façam, portanto, bom proveito das palavras. ☺
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
A primeira (e última) vez.
O conheci no pré vestibular. Alto, negro, olhos verdes... Parecia até miragem. Bonito, ele era. As coxas? Grossas! A bunda? Enorme. Bem redondinha. Linda.
Solteiro e amigo de todas as mulheres, gostava e gostava MESMO da fruta. Judoca - faixa preta, animado e dançarino de forró, ele não perdia uma festa. Estava em quantas conseguisse estar! Querido por todos, estava sempre sorrindo. Um defeito? sim, ele tinha. Era o típico homem que não sabe guardar uma coisa pra si. Falava demais! Tinha que contar sobre essa ou aquela mulher.
Mulher inteligente não se apega a homem assim. O encanto por esses aí acaba rápido. Melhor: muitas vezes ele nem chega a aparecer. Fato é que você se deixa levar, quer ver até onde isso vai e do que um homem que é isso tudo (por fora!) é capaz de fazer. Quer ver como ele faz as coisas, se faz do seu jeito e se consegue te surpreender, te calar, te seduzir, ainda que por uns três ou quatro dias.
Você arrisca. Vê que não era tudo isso, respira fundo e segue. Pensa: ele é gostoso, mas não era tão bom assim. Se continua ou acaba? Você é quem sabe. Eu não continuei. Não era pra mim. Não tinha o essencial e eu só queria uma coisa rápida. Estava e ainda estou no meu direito de me envolver da maneira que me for mais conveniente com quem quer que seja. Assim o sou, e assim o faço.
Pois bem. Laços unidos e atados, seguimos assim, cada um na sua. Quando o conheci, o perfume dele ficou marcado. Homem bonito e cheiroso ganhava uns pontos; pena que ele perde esses pontos quando não agrada muito.. De qualquer modo, o cheiro era bom.
O ano acabou, vestibular veio e já não teríamos mais aquela convivência de antes. Foi cada um pra sua faculdade e o contato era só por MSN. Sim, ERA até o momento que eu descobri que a língua dele era maior que a boca. A partir desse dia, ele passou a ser mais um ser humano bloqueado e excluído da minha conta.
Ficamos, portanto, sem contato. Nem em shopping, barzinho ou ônibus eu o encontrava por acaso. Desde os tempos de colégio que não nos víamos. Aaah, não soube fazer meus olhos brilharem, mas era um bom amigo, eu sei. Falo dele no passado, não porque cortei relações durante esses anos, mas porque sei que continuarei com essas relações cortadas pro resto da minha vida.
Hoje é dia 23 de agosto, e no dia 20 percebi que nunca mais teria a chance de encontrá-lo por acaso em qualquer lugar que fosse. Mas estava errada, eu o encontrei no dia 20 mesmo, mas não da maneira que eu imaginava. Ele continuava muito bonito, só que um pouco mais gordo. O corpo quente de homem já não estava tão quente assim, e os olhos verdes não pude ver.
Foi a primeira vez que o vi depois desse tempo que 'perdemos' contato. E ele estava dormindo, pra nunca mais acordar...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A sua boa e velha desculpa...
Foi meu aniversário. Você não ligou. Acredito até que nem tenha lembrado. Encarei aquele dia como sempre encaro: um dia como outro qualquer. Mas queria a sua ligação. Um email, um SMS, um toque a cobrar. Tudo bem, você não ligou.
Foi seu aniversário. Eu ia te ligar. Melhor não. Mandei um SMS. ‘Parabéns. Beijo’. Poderia ter escrito mais, mas te dar os parabéns era suficiente. Você não tava merecendo nem receber o ‘Beijo’ do final. Ganhou mais do que merecia. Agradeça.
Agradecer? Humpf. Quem não te conhece que te compre. Nem uma ligação, nem um toque do seu celular ou do celular de um amigo. Nem sinal de fumaça pra agradecer a mensagem. Perguntei se recebeu. “recebi”, tu respondeu. Tudo bem, eu não queria ouvir obrigado mesmo.
Mal educado. Sempre a mesma frase de todos os dias. “recebi, mas não tive tempo de ligar”. Certo. Você teve tempo de ir na sua caixa de entrada, abrir a mensagem, ler, mas não teve tempo de ir NA MESMA HORA na sua agenda, selecionar meu nome e dar um toque? Aham, e eu nasci da cegonha.
Não quero te cobrar e nem vou. Você não tem obrigação nenhuma de me agradecer, mas fazer isso é sinal de que você é um cara educado. Metido, eu sei, mas ainda assim educado. Você parece que carrega um rei na barriga. Gosta de falar bonito e parecer que sabe mais do que os outros. Eu te desprezaria, não fosse o fato de você ser tão gostoso.
Eu te faria enxergar que você, mesmo sendo gostoso, não é tudo isso, não fosse o fato de querer te ver tropeçar nas próprias pernas. Mesquinho, você. Mais do que eu imaginava que fosse. Você provavelmente não vai ler isso, mas é um fato de que na internet tem de tudo. Um dia você pode achar o texto e vestir a carapuça. Se isso acontecer, esqueça. Nem se dê o trabalho de responder, afinal, eu sei que você vai ler, mas não vai ter tempo de me ligar...
Foi seu aniversário. Eu ia te ligar. Melhor não. Mandei um SMS. ‘Parabéns. Beijo’. Poderia ter escrito mais, mas te dar os parabéns era suficiente. Você não tava merecendo nem receber o ‘Beijo’ do final. Ganhou mais do que merecia. Agradeça.
Agradecer? Humpf. Quem não te conhece que te compre. Nem uma ligação, nem um toque do seu celular ou do celular de um amigo. Nem sinal de fumaça pra agradecer a mensagem. Perguntei se recebeu. “recebi”, tu respondeu. Tudo bem, eu não queria ouvir obrigado mesmo.
Mal educado. Sempre a mesma frase de todos os dias. “recebi, mas não tive tempo de ligar”. Certo. Você teve tempo de ir na sua caixa de entrada, abrir a mensagem, ler, mas não teve tempo de ir NA MESMA HORA na sua agenda, selecionar meu nome e dar um toque? Aham, e eu nasci da cegonha.
Não quero te cobrar e nem vou. Você não tem obrigação nenhuma de me agradecer, mas fazer isso é sinal de que você é um cara educado. Metido, eu sei, mas ainda assim educado. Você parece que carrega um rei na barriga. Gosta de falar bonito e parecer que sabe mais do que os outros. Eu te desprezaria, não fosse o fato de você ser tão gostoso.
Eu te faria enxergar que você, mesmo sendo gostoso, não é tudo isso, não fosse o fato de querer te ver tropeçar nas próprias pernas. Mesquinho, você. Mais do que eu imaginava que fosse. Você provavelmente não vai ler isso, mas é um fato de que na internet tem de tudo. Um dia você pode achar o texto e vestir a carapuça. Se isso acontecer, esqueça. Nem se dê o trabalho de responder, afinal, eu sei que você vai ler, mas não vai ter tempo de me ligar...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Todos. De todos.
Muito tempo. Aquilo que antes me fazia suspirar, fechar os olhos e sorrir indiretamente, acabou. Passou. Morreu. A sensação de estar sendo surpreendida a cada dia se foi. Tudo se tornou igual. Admito: Queria mais. Precisava de mais. Desejava o corpo e o que ele tinha a me oferecer e, ainda assim, queria mais.
Admito: Fingi. Enganei. Escondi. Pra que falar? Uma coisa sou eu, outra coisa é ele e outra bem diferente somos nós dois juntos. Não preciso ser eu quando estou com alguém. Sou quem eu quero ser naquele momento, com aquele um ou com aquele outro. Nunca a mesma pessoa com cada um.
Afirmo: Cada um merece algo diferente. Não haveria como eu ser igual. Cada um recebe um beijo com uma intensidade diferente. Cada um tem uma parte de mim, mas nunca, jamais conseguem ter tudo. Não são capazes, nunca serão.
Confesso: Eu vim pra destruir. Vim pra machucar. Vim pra fazer doer. Foi pra arder, pra ferir, pra cortar, pra rasgar da cabeça aos pés. É pra você sentir a dor, filho da puta. É pra você sentir a culpa. É pra doer na sua alma. É pra se arrepender, pra sentir doer como nunca antes foi capaz de sentir.
Te garanto: Vai doer, você vai chorar e sentir o gosto do arrependimento. Vai sentir a tal culpa. Quero que você sinta. Sim, você. Qualquer um de vocês. Vai aprender da pior maneira, pelo pior caminho. Será como pimenta nos teus olhos. E quando arder, não chore. Guarde a porra do choro pra si. Ninguém, principalmente eu, é obrigado a ver seu choro de marica.
Se ferre. Se cubra de tapas. Em seguida, pegue um papel e uma caneta. Escreva:
- Hoje eu sei o que eu causei. Consigo sentir a dor e a culpa. Não sou inocente. Admito tudo que fiz, mas sou covarde o bastante pra enfrentar isso. Fui covarde pra fazer o que fiz, esconder e negar, e continuo sendo o mesmo merda covarde de sempre. Um inútil, é isso que eu sou.
Pegue uma faca.
Enfie no peito e rasgue. Desfrute da dor, veja teu sangue. E morra.
Você não vai fazer isso, vai? Não vai. Você é covarde até pra isso. Antes de pegar a faca vai mudar o bilhete. Vai escrever que eu te matei, vai passar a culpa pra mim. Burro. Mal sabe você que quem te matou mesmo fui eu. De desgosto, de culpa, de remorso. Te persuadi, conduzi os seus movimentos perfeitamente e te fiz homem de verdade agora. Nesse momento. Aqui.
Você não vai chorar. Olhe pra mim, pegue aquela faca. Enfie no peito e rasgue. Desfrute da dor. Da SUA dor. Da dor que você mesmo causou a si e aos outros. Veja teu sangue, caia no chão. Me peça perdão. Ouça o meu NÃO, sinta a faca te rasgando inteiro e só então morra. Na minha frente, nos meus pés, como um saco de lixo. O lixo que você sempre foi. A coisa podre que você ainda é.
Admito: Fingi. Enganei. Escondi. Pra que falar? Uma coisa sou eu, outra coisa é ele e outra bem diferente somos nós dois juntos. Não preciso ser eu quando estou com alguém. Sou quem eu quero ser naquele momento, com aquele um ou com aquele outro. Nunca a mesma pessoa com cada um.
Afirmo: Cada um merece algo diferente. Não haveria como eu ser igual. Cada um recebe um beijo com uma intensidade diferente. Cada um tem uma parte de mim, mas nunca, jamais conseguem ter tudo. Não são capazes, nunca serão.
Confesso: Eu vim pra destruir. Vim pra machucar. Vim pra fazer doer. Foi pra arder, pra ferir, pra cortar, pra rasgar da cabeça aos pés. É pra você sentir a dor, filho da puta. É pra você sentir a culpa. É pra doer na sua alma. É pra se arrepender, pra sentir doer como nunca antes foi capaz de sentir.
Te garanto: Vai doer, você vai chorar e sentir o gosto do arrependimento. Vai sentir a tal culpa. Quero que você sinta. Sim, você. Qualquer um de vocês. Vai aprender da pior maneira, pelo pior caminho. Será como pimenta nos teus olhos. E quando arder, não chore. Guarde a porra do choro pra si. Ninguém, principalmente eu, é obrigado a ver seu choro de marica.
Se ferre. Se cubra de tapas. Em seguida, pegue um papel e uma caneta. Escreva:
- Hoje eu sei o que eu causei. Consigo sentir a dor e a culpa. Não sou inocente. Admito tudo que fiz, mas sou covarde o bastante pra enfrentar isso. Fui covarde pra fazer o que fiz, esconder e negar, e continuo sendo o mesmo merda covarde de sempre. Um inútil, é isso que eu sou.
Pegue uma faca.
Enfie no peito e rasgue. Desfrute da dor, veja teu sangue. E morra.
Você não vai fazer isso, vai? Não vai. Você é covarde até pra isso. Antes de pegar a faca vai mudar o bilhete. Vai escrever que eu te matei, vai passar a culpa pra mim. Burro. Mal sabe você que quem te matou mesmo fui eu. De desgosto, de culpa, de remorso. Te persuadi, conduzi os seus movimentos perfeitamente e te fiz homem de verdade agora. Nesse momento. Aqui.
Você não vai chorar. Olhe pra mim, pegue aquela faca. Enfie no peito e rasgue. Desfrute da dor. Da SUA dor. Da dor que você mesmo causou a si e aos outros. Veja teu sangue, caia no chão. Me peça perdão. Ouça o meu NÃO, sinta a faca te rasgando inteiro e só então morra. Na minha frente, nos meus pés, como um saco de lixo. O lixo que você sempre foi. A coisa podre que você ainda é.
domingo, 21 de junho de 2009
E fim.
Porque escrever era gostoso pra mim. Até o momento em que eu tinha alguma coisa a ser escrita. As minhas histórias as vezes seguiam outro caminho, mas na maioria das vezes giravam em torno de uma só pessoa: ele. Saíamos pouco e, talvez por isso, o impacto da "falta" tenha sido menor, mas ainda foi alguma coisa. Fez um mês, dois, três, e depois daí parei de contar. Não sei quanto tempo faz. Nunca fui boa com datas mesmo.
Gostava de estar com ele, mas percebi que o que me fazia gostar tanto, tinha sido o fato dele ter sido o primeiro a saber agir comigo. A me fazer um convite de maneira decente, apesar da pouca idade que tinha e a me surpreender - coisa que considero primordial em qualquer relacionamentozinho.
Pelo excesso de trabalho e provas na universidade, sumi da internet. Também tava cansada disso tudo, precisava fazer outras coisas e fiz. Dizer que não falava mais comigo porque eu sumi do MSN é conversa fiada. Sempre tive celular e ele sempre teve o número. Não ligou porque não quis. Também sempre tive o dele e não liguei por dois motivos.
1: Não quis.
2: Não quis.
Aquele ser humano que me surpreendia foi, aos poucos, sumindo. Desde o começo sempre avisei que era fácil pra esquecer de alguém. Do mesmo jeito que eu doi Oi, dou Tchau. Com a mesma rapidez, com a mesma intensidade e com a mesma importância: nenhuma.
Não me pergunte como, mas descobri que o dono daquele corpo estupidamente lindo, não me deixa mais com sorriso na cara quando eu digo "estupidamente lindo". Adorava dizer isso e visualizar o corpo dele, mas não consigo ver mais nada além de um corpo. e só. Corta o estupidamente lindo da frase. Broxei.
Eu sou fria demais. Ele gosta de ser irônico, sarcástico e engraçadinho. Isso tinha graça no começo, mas encheu meu saco. Cansei dessa coisa nariz em pé demais. Ironia pra mim tem hora. Sarcasmo também. Gracinha, então, nem se fala. Dá a impressão de que ele é um cara metido e, sinto dizer, mas ele é mesmo.
Se eu recebi mais algum convite pra sair? recebi, mas não aceitei. Por motivos que até hoje ele quer saber, eu não posso ir aos lugares que ele me chama. Lugares comuns, aparentemente sem problema nenhum de ir, mas... Tenho meus motivos pra não passar nem perto dali. Tanto pro meu bem, quanto pro dele, principalmente.
Quando eu volto a escrever? não sei. Hoje deu uma vontade "do nada" de vim aqui e escrever, mas não sei quando vai ser a próxima vez. Talvez seja no dia que eu encontrar com ele só mais uma vez e me certificar de que aquilo tudo não foi nada, nada, nada além de um momento, uma empolgação e fim.
Gostava de estar com ele, mas percebi que o que me fazia gostar tanto, tinha sido o fato dele ter sido o primeiro a saber agir comigo. A me fazer um convite de maneira decente, apesar da pouca idade que tinha e a me surpreender - coisa que considero primordial em qualquer relacionamentozinho.
Pelo excesso de trabalho e provas na universidade, sumi da internet. Também tava cansada disso tudo, precisava fazer outras coisas e fiz. Dizer que não falava mais comigo porque eu sumi do MSN é conversa fiada. Sempre tive celular e ele sempre teve o número. Não ligou porque não quis. Também sempre tive o dele e não liguei por dois motivos.
1: Não quis.
2: Não quis.
Aquele ser humano que me surpreendia foi, aos poucos, sumindo. Desde o começo sempre avisei que era fácil pra esquecer de alguém. Do mesmo jeito que eu doi Oi, dou Tchau. Com a mesma rapidez, com a mesma intensidade e com a mesma importância: nenhuma.
Não me pergunte como, mas descobri que o dono daquele corpo estupidamente lindo, não me deixa mais com sorriso na cara quando eu digo "estupidamente lindo". Adorava dizer isso e visualizar o corpo dele, mas não consigo ver mais nada além de um corpo. e só. Corta o estupidamente lindo da frase. Broxei.
Eu sou fria demais. Ele gosta de ser irônico, sarcástico e engraçadinho. Isso tinha graça no começo, mas encheu meu saco. Cansei dessa coisa nariz em pé demais. Ironia pra mim tem hora. Sarcasmo também. Gracinha, então, nem se fala. Dá a impressão de que ele é um cara metido e, sinto dizer, mas ele é mesmo.
Se eu recebi mais algum convite pra sair? recebi, mas não aceitei. Por motivos que até hoje ele quer saber, eu não posso ir aos lugares que ele me chama. Lugares comuns, aparentemente sem problema nenhum de ir, mas... Tenho meus motivos pra não passar nem perto dali. Tanto pro meu bem, quanto pro dele, principalmente.
Quando eu volto a escrever? não sei. Hoje deu uma vontade "do nada" de vim aqui e escrever, mas não sei quando vai ser a próxima vez. Talvez seja no dia que eu encontrar com ele só mais uma vez e me certificar de que aquilo tudo não foi nada, nada, nada além de um momento, uma empolgação e fim.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O go go
Tenho um amigo muito gente boa. Sabe aquele amigo que tu tem prazer em ligar só pra dizer oi? Conheci o go go na época da universidade. Sempre simpático, o go go vivia chegando atrasado mesmo tendo carro. Chegava, sentava la atrás e ficava coçando o saco. Por uns tempos ele até carregou o apelido de coça ovo, mas com aquele corpo todo bombado e pra evitar o constrangimento, pessoal achou melhor chamar de go go boy mesmo.
Muito requisitado pelos amigos, go go não perdia uma festa ou uma saída pra qualquer lugar com a galera. "O açaí" era a sua segunda casa. Toda vez que eu ligava pra ele, ele tava nesse tal desse açaí com o pessoal. Bem capaz da merda dele ser roxa... Eu até brincava que ele tava trocando mulher por açaí, mas nem adiantava, ele sempre ria de tudo isso.. Aliás, ria de qualquer bobagem.. Riu até quando a gente falou pra ele aceitar o convite pra dançar no clube das mulheres, mas acho que ele preferia ir pra casa da luz vermelha¹.. ahaha
Era um safado mesmo! Mas daqueles safados bem quietos. Aquele tipo que não demonstra ser, mas você sabe que é. E era legal assim.
Go go boy ia pra aula
Das poucas vezes que entrava no MSN, go go reclamava que tava cansado, tava trabalhando demais, e eu xingava porque ele nunca tinha tempo pra me ver. Nem uma ligadinha ele dava, mas sempre pedia desculpas por não poder ir me visitar e agradecia pela ligação. Claro, claro, sempre eu.
" se solteiro tu já tá assim, quero só ver quando namorar..!"
Pra que eu fui dizer isso? go go arrumou uma namorada um dia desses, tava como eu nunca vi e admito, como eu nunca imaginei ver: um puto apaixonado! muito embora ele sempre me passasse a imagem de que era um cara "certinho", que preferia namorar e coisa e tal... Go go misteriosamente (misteriosamente?) sumiu. Nunca mais vi online, nunca mais recebi uma ligação (novidade...) e nunca mais nada.
Entendo que ele sempre foi meio ausente e talvez por isso eu não tenha sentido tanto a falta, e não seria hipócrita de dizer que ele só sumiu (agora mais do que antes) por causa dessa namorada. Sei que agora ele tem uma namorada e deve se dedicar a ela, mas acho que a gente sempre pode ter um tempinho pros amigos, né?
Penso que pelo menos ligar, mandar uma mensagem ou até mesmo dar aqueles toques pirangueiros típico de gente sem crédito, não arranca pedaço. Deixar o namoro de lado pra não perder amizade? não. Viver em função da namorada? Também não. Conciliar é a palavra. Saber conciliar a rotina cansativa que todo mundo, mais cedo ou mais tarde vai ter, é o ideal.
Agora lembro das épocas em que ríamos bastante, tirávamos onda com o pessoal e tomávamos café em copo de água, mesmo sabendo que aquilo parecia coisa de gente esfomeada que não tem comida em casa. ehehehe Tenho medo de perder contato, de perder alguém bacana, alguém que eu gosto de conversar, mas também não vou ficar perturbando, cobrando notícias de alguém que não se dá o trabalho nem de me ligar, mesmo que a cobrar, pra mostrar que tá vivo.
Não tenho notícias há tempos e vou deixar como está. Pra mim ele sempre foi um amigo, mais ausente do que presente, mas ainda assim um amigo. Não sei por onde ele anda, mas deixa eu ir agora. Vou procurar o go go em alguma casa da luz vermelha. De repente ele mudou de idéia, quem sabe ele não tá por lá? Rá!
¹ Prostíbulo, cabaret ou puteiro mesmo.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Aquele dia
E o tempo nos afastou. Você foi saindo aos poucos, andando no sentido contrário ao que eu gostaria que fosse, foi indo, até que foi de vez. Ainda continuava pensando em você, assim, com aquela mesma intesidade que eu costumava pensar. Me policiava pra não sorrir a toa, mas por dentro eu sorria, assim, de lado, de leve.
A minha pasta tá aqui cheia de fotos suas, mas você nem sabe. Eu não te contei. Olho aquela sua foto que eu adoro, aquela que tem seu corpo todo, você descalço, de bermuda e sem camisa. Você tava lindo naquela foto. Mas não tão lindo quanto aquela vez que nós nos encontramos. Lembro que uma vez eu tava no centro da cidade, por sorte estava com o cartão de crédito comigo. Passei em frente a uma loja e vi um vestido lindo. Nunca tinha usado vestidos antes, talvez pelo costume de estar sempre de calça jeans, short ou saia.
Aí provei, gostei e comprei, mas nunca tive oportunidade de usar. Até aquele dia em que eu usei pela primeira vez. Foi aquele dia que nós saímos. Esse mesmo dia que você tava lindo, todo arrumadinho, todo menininho e analisando por outro lado, tão, mas tão homem... e eu com o meu vestido ainda com cheiro de loja. Aquela alturas, depois daquele sol que eu peguei até chegar aonde você tava, o cheiro do vestido já tinha se misturado ao meu. Meu perfume, meu suor. Aquele cheiro de mulher.
Depois o cheiro do vestido se misturou ao seu. Seu perfume, seu suor. Aquele cheiro de homem. Quando cheguei em casa, guardei o vestido na mesma sacola que comprei, já com o nosso cheiro junto. Fui tomar um banho, mas esqueci que água e sabonete são cruéis. Teu cheiro que estava, principalmente, no meu braço e pescoço, agora tinha ido pelo ralo. Mas tudo bem, eu ainda tinha guardado o cheiro na sacola, junto ao vestido, lembra?
Dias depois, fui mudar as coisas do quarto de lugar. Peguei a sacola do chão e, já que estava com ela em mãos, tirei o vestido de dentro. Foi pra sentir teu cheiro. Nosso cheiro. Lembrar daquele dia, mas esqueci que o cheiro da sacola era mais forte e devolveu o cheirinho de loja ao meu vestido, excluindo o nosso. Mas tudo bem, eu ainda tudo guardado aqui, na minha cabeça, em uma memória quase imprestável, mas tinha.
Depois desse dia, alguns outros vieram, só que dessa vez você foi sozinho, sem cheiro, sem gosto, sem graça. Eu tinha na lembrança, teu cheiro e teu gosto que, aliás, foi o melhor que provei. Mas queria algo comigo, queria algo palpável, algo que eu pudesse pegar e sentir, mas não tinha, porque você esqueceu de levar teu cheiro daquela vez.
Tempo, muito tempo depois, usei o vestido de novo. Agora com a ausência total de qualquer cheiro, mas ainda com a permanência de todas as lembranças daquele dia que saímos. Aquele que você tava lindo, todo menininho, mas por outro lado, tão, tão homem...
Tento entender porque é que escrevo no passado, aí de repente eu lembro e raciocino que agora, hoje, nesse momento que escrevo, eu não tenho sequer o resquício do teu cheiro na minha memória. Mas gostaria, como gostaria de ter mais uma única vez... só mais uma.
O vestido tá lá dentro daquela mesma sacola jogada no chão do meu quarto. Quando passo por perto, até olho pra ela, mas deixo ela lá. Lá dentro não tem mais o nosso cheiro misturado como tinha antes, mas ainda tem algo que me traz as lembranças de tudo isso. O vestido. O que usei quando nós nos encontramos aquele dia. Aquele que você tava lindo, todo menininho, mas por outro lado tão, tão homem...
Aí tô te escrevendo só pra dizer que daqui a pouco, assim como o cheiro do vestido, você também vira lembrança. Uma lembrança boa de mim, de você e de um vestido. Uma lembrança de um dia. Aquele que você estava lindo...
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Último grão
O teu sorriso lindo, indefinido. Suas mãos tão quentes atravessando o meu vestido. Palavras que falávamos simultaneamente. No meu ouvido o teu discurso indecente.
Porque eu paro no teu sorriso...
terça-feira, 5 de maio de 2009
O fator determimante: Menstruação!
Visualiza a cena:
Você, mulher, tá lá numa festa, vê um cara do seu interesse e pensa: Huum, até que é bonitinho. Se tiver o papo legal, acho que eu fico...
Você, homem, tá lá numa festa, vê uma mulher do seu interesse e pensa: Huum, até que é bonitinha. Se não tiver uma menstruação muito nojenta, acho que eu fico...
Pausa pra explicação.
Bom, eu e você provavelmente já ouvimos essa história de "se ele(a) tiver o papo legal, se ele(a) for cheiroso(a), se ele(a) for inteligente, ..." como sendo o fator determinante para a tal pergunta: Fico ou não fico? Geralmente a gente responde a essa pergunta quando o nosso alvo corresponde (ou não) ao fator determinante que cada um de nós usamos para aceitar ou descartar alguém.
Fato é que nunca, nunca mesmo eu imaginei que a menstruação seria o critério usado por um homem; em especial, por um carinha que eu conheci. Menstruar, embora seja algo natural, é e vai continuar sendo uma coisa extremamente nojenta, eu sei. Mas fazer dela um fator que determina se você fica ou não fica com uma mulher é, no mínimo, intrigante.
Quando a gente conversava, ele me disse que quando via uma mulher que despertasse o interesse dele, a primeira coisa que ele fazia pra saber se chegaria nela ou não, era imaginar aquela mulher menstruando. Se imediatamente, ao analisar a mulher por inteira, ele abominasse a cena, esquece. Tchau pra ela. Agora, se ele imaginasse a mulher menstruando e pensasse algo do tipo " ah, essa daí não é tão nojenta assim/ essa daí da pra encarar", aí ele investia.
Não contente em imaginar se a menstruação daquela mulher era algo nojento, ele ainda disse que olhava pra bunda do alvo, com o intuito de imaginar o absorvente ali. Volta a cena: Se ao imaginar, rolasse aquela carinha de nojo, passa pra próxima. Aquela ali não rola.
Quando eu soube disso, a minha primeira reação foi rir. Eu ri, ri muito disso tudo. Não sei se fico feliz por saber que um dia eu fui escolhida por ele, ou se fico triste por saber que fui escolhida por ele DESSA MANEIRA. Cinco horas no salão de beleza, depilação, cabelo, unha e maquiagem pra que? Posso ser escolhida por um homem só levando em consideração o nível de nojeira da minha menstruação. Nunca pensei que algo que me vem de graça, todo mês, trazendo a tiracolo uma dor muito pior que a da depilação na virilha com cera quente, fosse algo tão importante assim.
Agora eu entendo quando os homens dizem que não estão olhando pra bunda da vizinha. E eu aqui pensando que vocês eram todos uns safados! Belo argumento, rapazes.. Beeelo argumento...
____________________________________________________________________
UPDATE: Respondendo ao Felipe: Que homens são esses que eu conheço? Flamenguistas, meu caro. Flamenguistas.. Ainda bem que você sabe que eu sou rodeada dessa Urubuzada! ahahaha
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Deixo pra lá
Minha vontade é a de largar tudo. Deixar família, deixar amigos, deixar tudo. Quero dizer adeus a essa cidade e nunca mais ter que voltar. A única coisa que me prende aqui é a universidade. Nem mesmo a incerteza do meu futuro me prende. Se eu tivesse um certo dinheiro, pegaria minha mala, um cup noodles, meu violão e a coragem.
Sumiria. Fugiria.
Mas tenho a noção de que fazer isso sem dinheiro não dá. Descarto a possibilidade de me prostituir pra conseguir grana. Descarto também a possibilidade de dar um golpe em um velho rico. Não, não, não. Se for pra sumir, se for pra largar tudo, tem que ser direito. Eu conto os dias pra deixar isso aqui. Conto as horas pra me desprender de tudo que, mesmo eu não querendo, me prende.
Já tenho sorte de não me apegar fácil a algo ou a alguém. Mais sorte ainda por aliar meu desapego a minha coragem e vontade. Quero, caramba, eu quero deixar tudo, eu quero largar tudo. Quero sair sem avisar a ninguém, sem me despedir de ninguém. Quero começar a construir a minha vida em outro lugar.
Aqui eu não posso, aqui não dá. Não tenho vínculo nenhum com ninguém, não tenho vínculo nenhum com nada. Eu quero que todo mundo se exploda. Não tenho motivos pra ficar nesse lugar. Eu não preciso daqui. Espero só por mais um pouco de experiência (e independência finaceira). Uma vez conseguida, tchau pra quem fica.
Não vou ficar mais aqui nem pelos amigos, nem pela minha família, muito menos por ele. "nem por você, nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos". Não quero mais nada desse lugar. Preciso de dinheiro suficiente, mas pra isso preciso de um trabalho decente; o que por sua vez só é conseguido se eu tiver, pelo menos, uma graduação; o que significa que eu tenho que, (in)felizmente, me formar. Logo, a universidade me prende.
Mas tá, por enquanto é só isso que me prende aqui. Aviso de antemão que a minha vontade de deixar todo mundo é maior do que a saudade que, supostamente, eu teria. Nunca fui boa em sentir saudade mesmo.
Minha mochila, aquela minha calça jeans, um cup noodles e meu violão. é, é só isso. Corta a parte da coragem. Não preciso de coragem. Coragem eu já tenho. Vou levar comigo tudo isso, mas vou deixar guardada, enterrada na areia daquela praia a coisa que, hoje, depois da coragem, é a mais importante que eu tenho: a lembrança daquele dia. A lembrança de um dia bom.
A mais valiosa deveria ser você, mas relaxa, tu não vale tanto assim. Não vale a minha desistência, não vale meu tempo pra desfazer as malas, nem meu dinheiro gasto no cup noodles que eu levaria pra essa viagem.
Não se mostra suficiente pra me fazer ficar. Vou te dar tchau antecipado, então, porque quando eu pegar em dinheiro não vou precisar me despedir. Então até qualquer dia. O dia em que você se tornar motivo suficiente pra me fazer voltar.
e ficar.
Assinar:
Postagens (Atom)